O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte otimismo no primeiro dia útil após a realização do primeiro turno das eleições gerais no Brasil. Em um movimento de forte liquidez e otimismo global com os ativos domésticos, o dólar comercial registrou uma queda expressiva, operando abaixo da barreira dos R$ 5,00, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) atingiu patamares históricos.

Logo no início das operações da manhã desta segunda-feira, a moeda norte-americana apresentou desvalorização acentuada. Às 10h40, o dólar comercial recuou 5%, sendo cotado a R$ 4,95. O recuo representa um forte contraste com o fechamento da última sexta-feira, quando a divisa fechou cotada a R$ 5,21. Com essa movimentação, o real se consolidou temporariamente como a moeda com maior valorização global entre as 31 principais divisas do mercado internacional.
Ibovespa atinge patamar recorde e varejo dispara
Acompanhando o fluxo de otimismo que reduziu a pressão sobre a moeda estrangeira, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, registrou alta expressiva de 9,1%, alcançando a marca histórica de 209.606 pontos. De acordo com nossa análise editorial, o avanço expressivo reflete a reprecificação de riscos por parte dos agentes financeiros após a definição do cenário eleitoral inicial no país, influenciando diretamente as negociações de médio e longo prazo.
A expressiva queda nos contratos de juros futuros também impulsionou as ações de empresas ligadas ao consumo interno e ao varejo físico e eletrônico. Por volta das 13h, os papéis da Magazine Luiza registraram alta de 26%, enquanto as ações da rede varejista C&A avançaram 24% no mesmo horário.
O forte fluxo de volatilidade no início do dia fez com que o Tesouro Nacional suspendesse temporariamente as operações de compra e venda de títulos públicos federais dentro da plataforma do Tesouro Direto. As negociações na plataforma foram normalizadas e retomadas pelo órgão logo no início do período da tarde.

Ajustes na curva de juros e Taxa Selic
A valorização do real frente ao dólar levou investidores institucionais e estrangeiros a reorganizarem suas posições no mercado de juros futuros. Com as novas projeções macroeconômicas balizadas pelo cenário político desenhado nas urnas, o mercado calibra o ritmo de atividade econômica frente à taxa básica de juros (Selic), que se encontra fixada em 13,75% ao ano.
As articulações políticas decorrentes deste cenário de segundo turno seguem movimentando o espectro governamental e a oposição. Para compreender as movimentações de bastidores que influenciam as expectativas econômicas, confira como Lula reúne governadores e principais aliados para consolidar estratégias regionais de campanha.
Abaixo, confira o resumo dos principais indicadores de mercado registrados no pregão após a apuração das urnas:
| Indicador Financeiro | Valor / Pontuação | Variação Percentual |
|---|---|---|
| Dólar Comercial | R$ 4,95 | – 5,0% |
| Ibovespa | 209.606 pontos | + 9,1% |
| Ações Magazine Luiza (13h) | – | + 26,0% |
| Ações C&A (13h) | – | + 24,0% |
| Taxa Selic | 13,75% a.a. | Estável |
As oscilações do mercado financeiro e as respostas dos ativos brasileiros devem continuar acompanhando as agendas econômicas dos candidatos e as discussões internas partidárias que se estendem ao longo do período de campanha. Entre os partidos, as avaliações de rumo também ganham destaque, como quando o PT inicia debate para avaliar o desempenho das legendas de esquerda nas capitais e grandes centros urbanos do país.

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