
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos acompanhado de sua família. A viagem do parlamentar gerou repercussão imediata entre seus correligionários na Câmara dos Deputados, que vieram a público para justificar a saída do país como uma medida estratégica diante do cenário político de Brasília.
De acordo com declarações dos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Maurício Marcon (PL-RS), o deslocamento de Flávio para o exterior teve como objetivo principal evitar qualquer tipo de pressão ou negociação que envolvesse o processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Estratégia e declarações dos parlamentares
O deputado Carlos Jordy utilizou suas redes sociais para confirmar a viagem e sintetizar a narrativa da ala bolsonarista sobre o episódio. Segundo o parlamentar fluminense, a saída do senador do território nacional impede que o nome do senador seja utilizado em eventuais barganhas políticas no Congresso Nacional.
“Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes!”, publicou Carlos Jordy em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter).
A tese de Jordy foi corroborada pelo deputado Maurício Marcon. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar gaúcho reforçou o discurso de que a presença de Flávio no país poderia ser explorada para neutralizar senadores nas articulações institucionais da Casa Baixa e do Senado.
“O plano deu errado, o Flávio conseguiu sair do país e vai nos representar em um país livre lá nos Estados Unidos e seguirá sendo nosso líder”, declarou Marcon em sua transmissão digital.

Contexto das articulações e articulações políticas
Segundo interlocutores e aliados do senador, a decisão de viajar ocorreu em um momento de acirramento do debate sobre processos normativos no Judiciário e disputas pela condução das pautas na Mesa Diretora do Senado Federal. A narrativa adotada pelos correligionários busca posicionar a ida aos Estados Unidos não como um recuo, mas como uma articulação de liderança a partir do exterior.
A movimentação também reflete as fortes tensões entre a oposição e o Judiciário brasileiro. Movimentos políticos de apoio à família Bolsonaro têm registrado presença marcante em mobilizações pelo país, como visto quando apoiadores de Flávio Bolsonaro ocupam Morro do Cristo em manifestações organizadas pela sigla.
Enquanto a oposição sustenta que o senador atuará a partir do território norte-americano na representação de suas pautas, adversários políticos monitoram os desdobramentos da ausência de Flávio Bolsonaro nas votações e debates presenciais no Senado Federal.
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