
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, declarou nesta segunda-feira (26) que irá recorrer à Justiça Eleitoral para pedir a anulação do pleito e a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio ocorreu um dia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a reeleição do candidato petista para o Palácio do Planalto.
Na apuração finalizada pelo TSE na noite de domingo (25), com mais de 97% das urnas apuradas, a vitória de Lula foi confirmada com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% obtidos pelo parlamentar do PL. Apesar do pronunciamento do senador contestando o resultado, o material divulgado até o momento não apresentou provas ou elementos formais que comprovem irregularidades no processo de votação.
Entrega de passaportes e determinação judicial
Além das declarações sobre a disputa eleitoral, o parlamentar informou ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes. A notificação ocorreu nas proximidades da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.
A ordem judicial foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. A determinação estabelece o cancelamento do passaporte diplomático e do documento brasileiro de Flávio, além da entrega de eventuais passaportes de outras nacionalidades.
Em sua defesa, o senador afirmou que vai cumprir as ordens da Justiça, mas adiantou que pretende recorrer da decisão por considerar a medida desproporcional. A apuração jornalística indica que a movimentação ocorre em paralelo às articulações jurídicas iniciadas pela oposição logo após a apuração das urnas, no mesmo contexto em que a equipe do parlamentar já prepara AIJE contra chapa de Lula junto à Justiça Eleitoral.

Posicionamento das autoridades e cenário político
Logo após a finalização da contagem dos votos pelo TSE, o presidente da corte eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, destacou a transparência do pleito e reafirmou a lisura do processo. Em pronunciamento oficial, o magistrado declarou ter total segurança no sistema eletrônico de votação e nas etapas de auditoria do tribunal.
O contexto político também é marcado pela situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime domiciliário, referente aos desdobramentos das investigações sobre os atos ocorridos após as eleições de 2022.
Os desdobramentos das representações prometidas pela defesa de Flávio Bolsonaro devem ser protocolados formalmente no TSE nos próximos dias para avaliação dos ministros da corte.
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