A proprietária de uma franquia de bolos, de 41 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Civil sob a suspeita de cometer crime contra as relações de consumo. A prisão ocorreu após uma cliente denunciar ter encontrado um rato morto dentro de um produto adquirido no estabelecimento comercial, localizado no bairro Cavalhada, na Zona Sul de Porto Alegre.

De acordo com as informações apuradas pelas autoridades policiais, a vítima já havia consumido parte do alimento quando percebeu a presença do roedor no produto. A loja onde o item foi comprado pertence à rede Casa de Bolos.
Fiscalização e interdição de estabelecimentos
A partir da denúncia formalizada pela consumidora, a Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon) deflagrou uma operação de fiscalização conjunta. A ação contou com o apoio técnico da Vigilância Sanitária e do efetivo da 13ª Delegacia de Polícia da Capital.
Os agentes inspecionaram duas unidades ligadas à responsável: a loja do bairro Cavalhada e outro ponto comercial situado na região central de Porto Alegre. Diante das irregularidades constatadas pelas equipes, ambos os estabelecimentos foram interditados por tempo indeterminado.
Durante as diligências nas cozinhas e áreas de armazenamento, os fiscalizadores encontraram condições sanitárias críticas, incluindo:
- Presença de fezes e urina de ratos espalhadas por diversos ambientes;
- Insumos e produtos alimentícios com o prazo de validade vencido;
- Falta geral de higiene no manuseio e no acondicionamento dos alimentos.

Atuação das autoridades e desdobramentos
A titular da Decon, delegada Milena Simioli, destacou a importância de intervenções rápidas para conter riscos à saúde pública. Segundo a autoridade policial, a atuação do órgão visa coibir infrações administrativas e ilícitos penais que ameacem a integridade dos consumidores em estabelecimentos de produção e venda de gêneros alimentícios.
A identidade da mulher presa não foi divulgada oficialmente pelas autoridades. A Polícia Civil também não confirmou se a empresária permaneceu sob custódia ou se obteve liberdade provisória após o término dos procedimentos de flagrante na delegacia.
O caso reforça a importância da fiscalização constante em comércios alimentícios. Em um momento em que a economia nacional busca estabilidade, com indicadores como o recuo do petróleo no exterior e variações de inflação, o cumprimento das normas sanitárias e a proteção do direito do consumidor seguem fundamentais para o funcionamento do mercado formal.
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