O Ibovespa devolveu parte dos ganhos recentes e encerrou a sessão desta quarta-feira em queda. A principal referência do mercado acionário brasileiro registrou recuo de 0,86%, aos 206.495,23 pontos. O movimento de baixa foi puxado pelo desempenho negativo das ações da Vale e pela postura defensiva dos investidores às vésperas do segundo turno das eleições nacionais.
No cenário doméstico, as pesquisas eleitorais divulgadas reforçaram um quadro de disputa acirrada, o que elevou a cautela na B3. A incerteza sobre o desfecho das urnas e as dúvidas sobre a gestão das contas públicas nos próximos anos levaram os agentes financeiros a reduzirem a exposição ao risco no mercado local.
Apesar do ambiente favorável em Nova York, o mercado brasileiro adotou uma trajetória de correção. O pregão ocorre em um momento em que a volatilidade costuma aumentar, lembrando episódios anteriores em que o Ibovespa recua pressionado por inflação e commodities.
Commodities e exterior impactam papéis de peso
No ambiente internacional, a retração nos preços das commodities minerais e energéticas pesou sobre as principais empresas do índice. A queda nas cotações do minério de ferro atingiu diretamente as ações da Vale (VALE3), que fecharam o dia com perda de 2,15%. Da mesma forma, a desvalorização do petróleo no mercado global pressionou os papéis da Petrobras (PETR4), que recuaram 0,79%.
Em nossa análise editorial, o movimento observado refletiu um ajuste técnico após o índice atingir patamares elevados nos pregões anteriores, somado ao receio sobre a capacidade de controle dos gastos públicos nos próximos anos.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a máxima intradiária de 209.244,71 pontos e a mínima de 205.988,00 pontos. O volume total negociado na B3 alcançou R$ 37,1 bilhões.
Ações em destaque no pregão
Apesar da pressão negativa no índice geral, o setor de tecnologia e telecomunicações apresentou desempenho positivo. Confira abaixo as maiores altas e baixas registradas no dia:
Maiores Altas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
|---|---|---|
| TOTS3 | 2,78 | 43,24 |
| TIMS3 | 1,73 | 19,37 |
| MBRF3 | 1,46 | 18,81 |
| VIVT3 | 1,40 | 32,64 |
| EMBJ3 | 1,11 | 91,83 |
Maiores Baixas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
|---|---|---|
| HAPV3 | -8,48 | 8,74 |
| WEGE3 | -7,34 | 45,21 |
| COGN3 | -7,08 | 3,02 |
| POMO4 | -5,45 | 4,68 |
| AZZA3 | -5,04 | 25,80 |
Dólar e bolsas internacionais
O clima de prudência no Brasil fez a moeda norte-americana avançar frente ao real. Ao final da sessão, o dólar comercial registrou valorização de 0,17%, cotado a R$ 5,02 para venda. A busca por proteção na divisa dos Estados Unidos ocorreu mesmo em um dia de alívio nos juros futuros locais.
Em sentido oposto ao mercado brasileiro, as bolsas de Nova York fecharam o dia em terreno positivo. O otimismo dos investidores norte-americanos foi impulsionado pela temporada de balanços corporativos, com destaque para os números da SpaceX, superando a influência negativa da queda do petróleo. O índice Dow Jones subiu 0,69%, o S&P 500 avançou 0,59% e o indicador de tecnologia Nasdaq registrou ganho de 1,05%.
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