Flávio Dino determina que Polícia Federal investigue onda de ataques contra imagens religiosas no Brasil

Flávio Dino determina que Polícia Federal investigue onda de ataques contra imagens religiosas no Brasil

Victor Piemonte/ STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar uma série de ataques contra templos e imagens religiosas reportados em diferentes regiões do Brasil. A decisão fundamenta-se no recebimento de diversas denúncias enviadas diretamente ao gabinete do magistrado nos últimos meses, apontando um crescimento de atos violentos e de vandalismo motivados por intolerância religiosa.

De acordo com informações de bastidores, a condução das investigações poderá ocorrer de forma centralizada pela PF ou ser desmembrada entre diferentes órgãos locais de persecução penal, dependendo da especificidade e da localização geográfica de cada ocorrência.

Casos de vandalismo na Bahia motivaram decisão do ministro

Em sua fundamentação jurídica, o ministro Flávio Dino destacou episódios recentes de violência e destruição patrimonial que chocaram o país. Entre os casos citados no documento estão as ações de vandalismo registradas no estado da Bahia, onde imagens de santas católicas foram completamente destruídas no interior da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Milagres e também na Igreja de Santa Dulce dos Pobres, ambas localizadas em Salvador.

O cenário de ataques sistemáticos a templos contrasta fortemente com o debate de bastidores na política nacional. Recentemente, a oposição tem monitorado de perto as manifestações da Suprema Corte; o senador Flávio Bolsonaro critica ligação feita pelo Palácio do Planalto ao Judiciário, sinalizando a constante tensão entre as esferas institucionais e as decisões que partem dos ministros do STF.

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Tipificação dos crimes investigados pela Polícia Federal

A portaria de abertura das investigações aponta para a materialidade de uma série de condutas delitivas graves previstas no Código Penal brasileiro. A Polícia Federal irá apurar as ocorrências com base nas seguintes tipificações:

  • Ultraje a culto: na modalidade de vilipêndio a imagens e símbolos religiosos;
  • Dano qualificado e incêndio: decorrentes de ataques físicos contra as estruturas das igrejas e paróquias;
  • Injúria qualificada: pela presença de elementos de preconceito e discriminação de caráter religioso;
  • Ameaça e violação de domicílio: em relação à invasão de espaços sagrados e ameaças a fiéis e sacerdotes;
  • Furto qualificado: referente à subtração de peças de valor histórico e religioso das igrejas.

Segundo apuramos, a medida do STF visa dar uma resposta célere e coordenada de segurança pública para frear a escalada de intolerância religiosa no território nacional, garantindo a proteção constitucional ao livre exercício de cultos e liturgias no país.

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