Rodoviário denuncia ordem para reter ônibus com adesivos do PT em Salvador

Rodoviário denuncia ordem para reter ônibus com adesivos do PT em Salvador

Reprodução / Instagram / ICL Notícias

Um motorista rodoviário de Salvador relatou ter recebido determinações para impedir a saída de ônibus das garagens na capital baiana durante o segundo turno das eleições. De acordo com o depoimento prestado ao portal ICL Notícias, os veículos que apresentavam adesivos de propaganda política vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT) foram impedidos de circular. O trabalhador, que optou por não ter sua identidade divulgada, afirmou que os funcionários também estavam proibidos de remover o material informativo dos coletivos.

Segundo o relato do profissional, a ordem para a retenção da frota teria sido emitida pela Prefeitura de Salvador, sob a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). A restrição atingiu operações do sistema Integra e também frota do BRT. O denunciante estima que a quantidade de coletivos retidos ultrapassou a marca de 100 unidades, montante divergente do volume oficial de cerca de 75 veículos cuja retenção foi admitida pela administração municipal.

Impactos na mobilidade urbana e no transporte público

A paralisação forçada dos veículos afetou o atendimento aos usuários em diversas regiões do município. Por se tratar de veículos designados para linhas estratégicas e de grande fluxo, a ausência da frota programada gerou atrasos e irregularidades na prestação do serviço de transporte público ao longo de todo o dia de votação.

O trabalhador declarou que a retenção nas garagens provocou desfalques amplos na malha operacional da cidade. Ao comentar sobre a rotina de trabalho diante do cenário relatado, o rodoviário descreveu o sentimento de intimidação na conduta das operações sob essa exigência. A situação ocorre em meio a desdobramentos na gestão do transporte da capital, em contexto onde o TRE-BA determina prisão do secretário municipal responsável pela pasta de mobilidade urbana em investigações recentes.

O caso se soma às discussões sobre a garantia de transporte gratuito e pleno funcionamento das frotas municipais em dias de pleito eleitoral, diretriz regulamentada para assegurar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

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