
O cenário das eleições deste ano trouxe à tona uma polêmica envolvendo o financiamento de campanhas. O candidato à Presidência da República, Renan Santos (do partido Missão), e o candidato ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL), investiram juntos cerca de R$ 900 mil em serviços prestados pela WBL Gráfica e Editora, empresa que possui histórico de condenação por corrupção.
A companhia é alvo de um processo judicial por fraude em licitações no município de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. O caso, que já foi analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), teve o recurso da empresa negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Detalhes dos gastos de campanha
De acordo com levantamento realizado pela coluna Ramiro Brites, do Metrópoles, os dois políticos figuram entre os cinco maiores clientes da gráfica nesta temporada eleitoral. A distribuição dos valores pagos pelos candidatos foi a seguinte:
- André do Prado (PL): R$ 608,1 mil
- Renan Santos (Missão): R$ 292,6 mil
- Total acumulado: R$ 900,7 mil
Além das campanhas de Santos e Prado, estima-se que a WBL Gráfica e Editora esteja prestando serviços para aproximadamente 223 candidatos, movimentando um montante superior a R$ 6 milhões.

Posicionamento dos envolvidos
Em nota oficial, a campanha de André do Prado afirmou que a escolha pela empresa seguiu critérios técnicos de mercado. O texto destaca que a WBL apresentou o menor orçamento e estava com a documentação em conformidade com as exigências legais. A equipe do candidato negou qualquer vínculo com fatos anteriores ao processo de contratação e garantiu que todos os serviços foram devidamente entregues.
Por sua vez, a defesa da WBL Gráfica e Editora argumentou que o processo judicial mencionado ainda não transitou em julgado. Segundo a empresa, a disputa jurídica prossegue perante o STJ devido a recursos pendentes de julgamento, o que impediria a caracterização de condenação definitiva encerrada.
Vale ressaltar que a atuação de lideranças do partido Missão tem gerado debates acalorados no cenário nacional. Recentemente, a conduta de integrantes da legenda foi alvo de escrutínio público, como observado em casos onde um líder do partido na Bahia defendeu chacina, além de outros episódios envolvendo posturas de candidatos sobre ações policiais letais.

Apareceu primeiro em: https://www.bnews.com.br/noticias/politica/renan-santos-e-aliado-de-bolsonaro-pagam-quase-r-1-milhao-grafica-condenada-por-corrupcao.html
